Novo morar: o que muda no mobiliário das casas após a pandemia

Novo morar: o que muda no mobiliário das casas após a pandemia
Novo morar: o que muda no mobiliário das casas após a pandemia

Nunca passamos tanto tempo dentro das nossas casas quanto em 2020, não é? A quarentena e o isolamento social mudaram a maneira como nos relacionamos com os ambientes e muitas mudanças vieram para ficar. 

Aliás, essa não é a primeira vez que isso acontece na história, sabia? A pandemia de gripe espanhola, que ocorreu entre 1918 e 1920, foi uma catalisadora de mudanças nas construções, arquitetura e decoração. Uma pesquisa aponta que, antes dela, as casas eram mais escuras, sem ventilação e com muitas coisas acumuladas em baús, por falta de móveis adequados. Isso aumentava a proliferação da doença. 

Agora, mais uma vez a arquitetura e o design mostram seu papel social, de contribuir com a qualidade de vida das pessoas. Neste post, trouxemos 5 tendências desse novo jeito de morar que vieram para ficar. 

#1 Home office

Quase um ano já se passou desde que a notícia de um novo vírus se espalhou pelo mundo e, ainda hoje, muitas pessoas continuam no trabalho home office. No início, parecia impossível para muitas empresas se adaptar a esse modelo, mas os resultados foram tão satisfatórios que é bem provável que muitas continuem com essa flexibilidade, permitindo que seus funcionários trabalhem de casa e diminuam custos com deslocamento.

Com isso, muita gente viu a necessidade de montar um escritório em casa e deixar de trabalhar na mesa da cozinha, no sofá ou até mesmo na cama. Essa é uma questão de ergonomia, concentração e até mesmo psicologia, pois é importante separar os momentos de descanso dos momentos de trabalho, mesmo dentro de casa.

Nesse sentido, a quarentena também trouxe à tona as vantagens e desvantagens de morar em um espaço que integra ambientes, como a sala e a cozinha. Principalmente as famílias maiores devem optar por mais espaços individuais, que permitam a todos os membros estudar, trabalhar ou se entreter com tranquilidade, sem que um atrapalhe o outro

#2 Saúde física e mental

O que a saúde física e mental têm a ver com a sua casa? Depois da pandemia, tudo! 

As pessoas começaram a se alimentar mais em casa, preocupando-se com a qualidade e higiene dos produtos consumidos. Neste momento, a cozinha planejada se tornou o ambiente protagonista, com mais famílias notando a importância de ter um lugar aconchegante e prático. E convenhamos, é uma delícia fazer as refeições juntos, então esse é um hábito que deve durar.

Além disso, foi preciso adaptar os espaços para a prática de exercícios, e aí os móveis pesados e pouco funcionais acabaram se tornando um empecilho dispensável. Mesinhas de centro, por exemplo, são muito mais úteis quando pensadas em um material mais leve, com rodinhas e, quem sabe, se transformando em um banquinho quando necessário. Seja para praticar yoga na sala com um tapetinho ou ter uma esteira eletrônica, as casas pedem mobilidade.

#3 Diversão e entretenimento

A adaptação ao “novo normal” foi ainda mais desafiadora para quem tem crianças em casa. Entreter os pequenos durante todos esses meses exigiu muito jogo de cintura dos pais, e muitos acabaram percebendo a necessidade de ter mais espaço para brincar em casa. 

É comum ver quem mora em casas investindo na criação de parquinhos particulares, com balanço, casinha de bonecas e até areia. Já nos apartamentos, uma forte tendência são as brinquedotecas, que podem ser planejadas no quartinho ou até mesmo na varanda. Móveis para organizar brinquedos e decorações lúdicas também continuam com alta procura.

Para os adultos, os momentos de lazer também pedem um home theater moderno para uma boa sessão de cinema em casa, e um cantinho confortável para a leitura. 

#4 Sustentabilidade

De maneira geral, a pandemia de covid-19 junto a outros cenários vistos neste ano, nos fez refletir mais sobre a importância do equilíbrio ambiental. Nesse contexto, as plantas surgem não apenas como elemento da decoração, mas também como um hábito saudável, pois purificam o ar e trazem mais tranquilidade ao ambiente. 

Nos próximos anos, os projetos de urban jungles (selvas urbanas) devem ganhar ainda mais reconhecimento, principalmente quando aliados à energia renovável e reaproveitamento de água.

#5 Higiene

É difícil pensar em abandonar o álcool gel e outros hábitos de higiene tão cedo, não é? A limpeza mais do que sempre passou a fazer parte da rotina da casa, e tudo o que é prático e fácil de limpar ganhou a preferência.

O lavabo, um cômodo que vinha passando despercebido, voltou a ser essencial e deve se manter assim, pois facilita a higienização das mãos de quem chega em casa. Da mesma forma, o hall de entrada pede mais planejamento para que seja possível manter calçados, álcool gel e até mesmo as roupas sujas em ordem, sem prejudicar a presença e beleza do ambiente, a chamada “zona suja”. 

E quanto aos projetos que ainda estão entrando ou saindo do papel, vale a pena revisar e garantir que a ventilação e a luz natural do ambiente sejam otimizadas. 

O que você achou dessas tendências? Lá no nosso Instagram tem uma conversa muito legal que tivemos com as arquitetas do ArchDuo sobre o tema. Acesse a live Novo Morar: a arquitetura do bem-estar e saiba mais sobre esse assunto!

Algumas das imagens deste post foram retiradas do Pinterest, caso uma seja de sua autoria, entre em contato conosco para darmos os devidos créditos ou retirarmos da publicação.

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